Bill Gates leva tijolo brasileiro a países africanos

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão desenvolvendo tijolos biodegradáveis para a construção de fossas sépticas na África.

O projeto, coordenado por Antônio Ferreira Ávila, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da universidade, foi um dos 88 premiados com US$ 100 mil na primeira fase do programa Grand Challenges Explorations, iniciativa da Fundação Bill e Melinda Gates (BMGF) voltada à promoção de inovações na área da saúde.

Amido e fibras

O objetivo do projeto é desenvolver um material biodegradável capaz de substituir os tijolos convencionais na construção de fossas. O principais componentes desse novo tipo de tijolo são bioplástico feito com amido (substância presente em plantas como milho e mandioca) e fibras vegetais, facilmente obtidas em sobras de plantações diversas.

Para fabricar o tijolo, esses ingredientes são misturados, o que dá origem a uma pasta que posteriormente é colocada em formas e prensada. Por fim, o material é secado ao ar livre, sob o sol. Esse processo é menos agressivo ao meio ambiente porque não exige o uso de fornos a lenha nem de calcário, como ocorre na produção de tijolos de barro ou cimento.

Outra vantagem é que o uso de material biodegradável na construção de fossas permitirá que tantos dejetos quanto a própria fossa sejam absorvidos pelo ambiente como adubo dois anos após sua instalação, possibilitando que o local seja utilizado novamente.

Como elas são feitas de tijolos comuns, aquele espaço não pode ser mais utilizado. Com o material biodegradável, após dois anos bastará passar um arado para transformar o local em uma horta ou uma plantação familiar”, afirma Ávila.

Segundo Ávila, os tijolos terão um formato semelhante ao de produtos como Lego, brinquedo que permite a crianças construir diversas estruturas encaixando pequenos blocos em outros.

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Fonte : Brasil Economico