Fusão Insinuante & Ricardo Eletro: trajetória peculiar.

Ricardo Eletro e Insinuante anunciaram união na segunda-feira. Negócio ainda precisa ser aprovado pelo Cade.

A lei brasileira de antitruste determina qualquer fusão entre empresas que juntas detenham mais de 20% do mercado – ou em que uma das partes fature mais de R$ 400 milhões, precisa do aval do Cade para se tornar realidade, no qual deve ser apresentado ao órgão a proposta em até 15 dias.

“Vamos parar de brigar e começar a conversar, Luiz”. Foi com essa frase sem rodeios, dita por telefone há três meses, que Ricardo Nunes, fundador da Ricardo Eletro, chamou para parceria, Luiz Carlos Batista. Nesta segunda-feira, o mineiro Ricardo e o baiano Luiz anunciaram a fusão de suas empresas e a criação da Máquina de Vendas, companhia que terá faturamento combinado de quase R$ 5 bilhões, 15 mil funcionários e 528 lojas.

Segundo o professor da ESPM e sócio da consultoria Pesco, Frederico Turolla, a notícia da união entre Ricardo Eletro e Insinuante pode ser benéfica para o consumidor porque representa a reação de varejistas menores à fusão que concentrou Pão de Açúcar, Casas Bahia, Extra Eletro e Ponto Frio.