TIM registra alta de 12% em lucro líquido no segundo trimestre

RIO e MILÃO – A TIM registrou lucro líquido de R$ 385,6 milhões no segundo trimestre deste ano. O número representa uma alta de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. Se levar em conta um “evento não recorrente”, o ganho somou R$ 406 milhões no período, o que representa avanço de 17,9%. A TIM não explicou qual foi esse evento não recorrente. No semestre, o lucro ficou em R$ 691,6 milhões — crescimento de 12,8%.

A base de clientes pós-pagos aumentou 24,7% no segundo trimestre, chegando a 11,4 milhões de usuários. Já a banda larga móvel caiu 8,4% no período, com 769 mil usuários. Entre os clientes pré-pagos, a alta foi de 3,3%, totalizando no fim de junho 59,4 milhões de linhas. A tendência de aumento maior no pós-pago ocorreu também na Vivo, já que as teles vêm investindo em planos controle, que contam com franquias mensais de menor valor.

Assim, a receita líquida no segundo trimestre somou R$ 4,9 bilhões, uma alta de 8,7% em relação ao mesmo período de 2012. Um dos principais avanços ocorreu no segmento de serviços de valores adicionados (VAS, como internet móvel e torpedos), com alta de 25,3%. Em relatório, a empresa destaca que o desempenho do VAS foi influenciado ainda pelo avanço de 49,2% nos gastos de aparelhos subsidiados aos clientes.

Apesar do aumento no número de clientes, os usuários da TIM usaram menos os serviços. Houve queda de 0,7% na receita média por usuário em relação ao mesmo período do ano passado. Assim como ocorreu com a Vivo, a TIM registrou alta de 11,2% nos custos e despesas no segundo trimestre. A operadora explicou que isso ocorreu com as vendas mais fortes de aparelhos e despesas administrativas.

Por outro lado, o negócio de telefonia fixa da TIM registrou queda de 31% entre abril e junho. A empresa informou que o recuo é reflexo da reestruturação da Intelig.

Na Itália, as ações da operadora recuam 4,88% nesta quarta-feira depois de rumores de que a companhia possa passar por um aumento de capital, segundo o jornal “Il Messaggero”. A Telecom Italia, porém, afirmou que “o aumento de capital não está na agenda de sua reunião de conselho marcada para quinta-feira”. Segundo a Reuters, depois do colapso de negociações sobre uma aliança com a Hutchison-Whampoa e com o empresário egípcio Naguib Sawiris mais cedo neste ano, a Telecom Italia precisa encontrar fontes de recursos para reduzir endividamento e financiar investimentos.
Fonte: O Globo